A arte de empreender, sem mágica, mas com muito trabalho e dedicação

Caso você esteja pensando em abrir um negócio e empreender, oferecendo produtos ou serviços, ou até mesmo utilizar a internet para complementar um negócio físico, cuidado! Esqueça a ideia que há um caminho fácil. Empreender – principalmente no início do seu negócio – exigirá muito mais do que você pensa. Ou seja, você irá trabalhar muito! Para fazer virar o seu plano, você terá de estar preparado para circular entre o glamour e o caos. Do contrário, enlouquecerá.

Outro fator essencial é pensar e avaliar se tem mesmo tino empreendedor. Pois não é fácil nem existe mágica. Antes, pergunte-se: por que você quer empreender? Depois, caso se interesse em conhecer e aplicar métodos e fórmulas em seus negócios, pesquise bastante e estude. Afinal, você não precisa pagar para ter acesso a algo que está disponível para todos. 

Mas aqueles que se arriscam no comando de uma atividade empresarial precisam ficar atentos em um outro ponto a ser considerado para a sobrevivência do seu empreendimento. Estou me referindo ao seu capital de giro, relevante no desempenho operacional das empresas.

O capital de giro é determinado, principalmente, pelo volume de vendas, que envolve estoques, valores a receber e caixa; sazonalidades dos negócios; fatores cíclicos da economia e políticas de negócios centradas em alterações nas condições de venda, de crédito, produção etc. Vou detalhar mais essas informações na semana que vem.

A arte de empreender - empreendedorismo - bauru

Empreender exige dedicação e conhecimento 

Outro tema que precisa ser abordado para quem quer empreender. Aqueles que se arriscam no comando de uma atividade empresarial, em um primeiro momento, possuem dois objetivos básicos: 1 – satisfazer as suas necessidades pessoais; 2 – remunerar o capital que está investindo no negócio.

Uma das grandes dúvidas desses empreendedores, empresários formais ou informais, é a determinação dos valores a serem retirados do negócio para satisfazerem suas necessidades. E também quando devem ser feitas essas retiradas e/ou como deve ser feita a divisão dos valores retirados periodicamente.

Na maioria dos casos, a definição dos valores das retiradas efetuadas nos negócios não seguem nenhum critério. Ou seja, simplesmente vão se retirando valores do caixa da empresa, conforme as necessidades vão surgindo.

Porém, esse procedimento causa dificuldades para a empresa, pois o não planejamento ocasiona, na maioria das vezes, insuficiência de capital de giro e consequente saldo de caixa negativo. Isso impossibilita o pagamento das obrigações do negócio e leva as empresas a buscarem recursos financeiros junto a terceiros (bancos, fontes informais, etc).

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Cuidado com a retirada nas empresas

Quando uma empresa possui mais de um proprietário, sempre surge um momento de impasse, que é a definição do quanto cada um dos sócios pode efetuar de retirada. Tanto para satisfazer as suas necessidades pessoais periódicas, como para remunerar o capital investido no negócio. Muito em breve vou explicar como é possível fazer isso sem prejudicar a empresa.

E os sócios que não participam do negócio, mas investiram recursos financeiros para que a empresa tivesse vida? Eles terão seus investimentos remunerados pelos lucros gerados periodicamente pela atuação da empresa. Para tanto, é necessário extrair da empresa, periodicamente, a informação sobre a geração ou não de lucros, para que possam promover a distribuição de lucros.

No caso da distribuição de lucros da empresa aos sócios capitalistas, ou seja, que participam da composição do capital social, tal distribuição também deve ser criteriosa. Do contrário, poderá gerar grandes dificuldades e falta de capital de giro nas empresas. Como os lucros que são gerados constituem-se em parte do capital de giro existente na empresa, e como tal, na maioria das vezes estão sendo utilizados no giro financeiro do negócio, nem sempre estarão disponíveis a qualquer momento para ser distribuído.

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Portanto, para que a distribuição possa ser feita, antes é preciso que o recurso esteja disponível no caixa da empresa. E também que a distribuição não cause problema de falta de capital posteriormente, pois a retirada significa que parte do capital de giro da empresa sairá do caixa. 

Sim, tudo isso faz parte da rotina de quem quer empreender e fazer seu negócio virar. Na próxima semana, retomo o assunto, mas desta vez detalhando mais sobre capital de giro e distribuição de lucros entre os sócios. Até semana que vem!



Quem é Francisco Freitas

Francisco Freitas, 50 anos, é consultor internacional com 25 anos de experiência. Assessora empresários nacionais e internacionais a expandirem seus negócios. Além disso, oferece serviços de administração e gestão, assessoria jurídica internacional e estratégias de comunicação e marketing. Ex-consultor do Sebrae-SP.  Aliás, é natural de Bauru e atualmente mora em Campinas, onde atua como Diretor Executivo para Negócios Internacionais na SociBusiness Internation Corp. Toda semana está no Inaugurando em Bauru falando sobre o mundo dos negócios.